Contrato de locação de república deve ter nomes de moradores

Em latim, república é “res publica”, “coisa pública”. Em português, significa também moradia dividida entre estudantes. Mas, na linguagem do mercado de locação, a “tradução” do termo está mais para cuidado ou problema.

Depois de enfrentar o vestibular e o trote na matrícula –a da USP (Universidade de São Paulo) começa amanhã–, o desafio dos calouros que chegam de outras cidades ou Estados é encontrar um imóvel para alugar em grupo, com o objetivo de dividir despesas.

“Devido à deterioração do imóvel, tem proprietário que não gosta de alugar para estudantes”, explica Marcelo Ferreira, administrador da imobiliária Alegria Imóveis, do Butantã (zona oeste de São Paulo).
Casos como o do estudante de Lazer e Turismo da USP Leste Daniel Guerreiro, 21, não são raros. Ele e um colega já haviam até escolhido um imóvel. “Depois que mencionamos a palavra “república”, ficou tudo mais difícil”, conta. Mesmo conversando diretamente com o proprietário, Guerreiro não conseguiu alugar o imóvel –e foi morar em uma casa com estudantes onde havia uma vaga.

Lá, o locatário é o pai de um de seus colegas. O contrato não aponta um número máximo de habitantes e nem o nome de todos os moradores.

Perto da faculdade

Essas práticas são condenadas por especialistas. O ideal é o documento listar todos os locatários; se um estudante der lugar a outro, a alteração deverá ser feita no contrato. Outra medida é conhecer o estatuto do prédio.

Para facilitar o acesso à moradia, a dica é procurá-la perto do local de estudo. “Os prédios próximos a faculdades já têm mais esse perfil de receber estudantes”, aponta Rodrigo Karpat, da GK administradora. “É para esses imóveis que encaminhamos os jovens interessados em morar em grupo.”

Fonte : CRISTIANE CAPUCHINHO
da Folha de S.Paulo
MARIANA DESIMONE
colaboração para a Folha de S.Paulo

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